Escolher um investimento para uma empresa não deveria começar pela pergunta “qual investimento rende mais?”.
A questão mais importante é entender qual estratégia é adequada para cada recurso da empresa.
O dinheiro corporativo pode ter diferentes finalidades. Uma parcela pode ser necessária para o capital de giro, outra pode estar reservada para um projeto futuro e outra pode permanecer disponível por mais tempo.
Por isso, a escolha dos investimentos precisa considerar três elementos fundamentais: liquidez, risco e rentabilidade.
O que analisar antes de investir?
Antes de escolher uma aplicação, a empresa precisa entender o papel daquele dinheiro dentro da sua estrutura financeira.
Liquidez
Liquidez é a facilidade e a velocidade com que um investimento pode ser convertido em recursos disponíveis.
Para empresas, esse fator merece atenção especial.
Imagine uma companhia que possui R$ 1 milhão disponíveis, mas sabe que precisará utilizar R$ 700 mil daqui a três meses para uma aquisição.
Investir todo o valor em uma estratégia de longo prazo pode criar uma dificuldade financeira no momento em que o dinheiro for necessário.
Por isso, o prazo de utilização deve ser definido antes da escolha do investimento.
Risco
Todo investimento envolve algum nível de risco.
A empresa precisa avaliar se esse risco é compatível com a finalidade do recurso.
O dinheiro destinado ao pagamento de despesas operacionais possui uma função diferente daquele que ficará investido durante vários anos.
A capacidade de assumir riscos deve estar relacionada à situação financeira da empresa e ao objetivo daquele capital.
Rentabilidade
Rentabilidade é importante, mas não deve ser analisada isoladamente.
Uma alternativa pode apresentar maior potencial de retorno e, ao mesmo tempo, envolver maior risco ou menor liquidez.
Por isso, a comparação deve considerar o conjunto:
retorno + risco + liquidez + prazo + objetivo.
Como organizar o dinheiro da empresa?
Uma estratégia possível é dividir os recursos conforme sua finalidade.
Caixa operacional: valores necessários para despesas, fornecedores, salários, impostos e outras obrigações.
Reserva financeira: recursos destinados a situações inesperadas ou períodos de maior necessidade.
Projetos: capital reservado para expansão, aquisição de equipamentos, imóveis ou outras iniciativas.
Longo prazo: recursos que não possuem utilização prevista e podem ser direcionados para estratégias de maior horizonte.
Essa organização evita tratar todo o dinheiro da empresa da mesma maneira.
Quais investimentos podem ser considerados?
Renda Fixa
Pode ser utilizada quando a empresa busca maior previsibilidade e controle sobre os recursos.
A avaliação deve considerar prazo, liquidez, emissor e características do instrumento.
Fundos de Investimentos
Permitem acesso a diferentes estratégias e classes de ativos, contribuindo para a diversificação.
É necessário analisar política de investimento, riscos, liquidez e custos antes da decisão.
Operações Estruturadas
Podem combinar diferentes instrumentos financeiros para objetivos específicos.
Por apresentarem características próprias, exigem uma avaliação detalhada dos cenários e riscos envolvidos.
Investimentos Internacionais
Permitem diversificar geograficamente os recursos e acessar diferentes mercados e moedas.
Ao mesmo tempo, acrescentam fatores de risco relacionados principalmente à variação cambial e às condições econômicas internacionais.
Quanto uma empresa deve manter em caixa?
Não existe um percentual universal.
O volume adequado depende de fatores como:
- setor de atuação;
- previsibilidade das receitas;
- estrutura de custos;
- sazonalidade;
- endividamento;
- compromissos futuros;
- acesso a crédito;
- planos de expansão.
Uma empresa com receitas previsíveis pode ter uma necessidade de caixa diferente de outra que enfrenta grandes oscilações de faturamento.
Por isso, a reserva deve ser definida de acordo com a realidade do negócio.
É melhor concentrar ou diversificar?
Depende da estratégia.
Concentrar recursos pode simplificar a gestão, mas aumenta a exposição a determinados riscos.
A diversificação pode distribuir essa exposição entre diferentes ativos, emissores, estratégias ou mercados.
O objetivo, porém, não deve ser diversificar apenas por diversificar.
A composição precisa ter uma lógica e estar alinhada aos objetivos financeiros da empresa.
Os investimentos precisam ser revisados?
Sim.
A estratégia pode precisar mudar conforme a empresa evolui.
Alterações no fluxo de caixa, novos projetos, mudanças nas taxas de juros, cenário econômico ou necessidades de capital podem justificar ajustes na carteira.
O acompanhamento periódico permite verificar se os investimentos continuam adequados aos objetivos definidos.
O erro de olhar apenas para a rentabilidade
Imagine duas alternativas:
- uma oferece maior potencial de retorno, mas possui menor liquidez;
- outra apresenta retorno potencial menor, mas permite acesso aos recursos com maior facilidade.
Se o dinheiro será utilizado em pouco tempo, a segunda alternativa pode ser mais adequada.
Por isso, o investimento mais rentável nem sempre é o investimento mais adequado.
Conclusão
Investir os recursos de uma empresa exige mais do que escolher aplicações financeiras.
É necessário compreender a finalidade de cada recurso, o prazo de utilização, a necessidade de liquidez, o nível de risco aceitável e os objetivos financeiros.
Uma estratégia estruturada transforma os investimentos em parte da gestão financeira da empresa, e não em uma decisão isolada.
Na Altoro Capital, avaliamos as necessidades e objetivos de cada empresa para construir estratégias de investimento alinhadas à sua realidade.
Quer entender como estruturar os investimentos da sua empresa? Fale com a Altoro Capital.
Perguntas frequentes
Como escolher investimentos para uma empresa?
É necessário considerar liquidez, risco, rentabilidade, prazo, fluxo de caixa e objetivo dos recursos.
Qual o melhor investimento para pessoa jurídica?
Não existe uma alternativa única. A escolha depende das características e necessidades de cada empresa.
Empresa pode investir em fundos?
Sim. Fundos podem contribuir para diversificação e acesso a diferentes estratégias, desde que sejam adequados ao perfil e aos objetivos da empresa.
Quanto uma empresa deve manter em caixa?
Não existe um percentual universal. A necessidade depende da operação, despesas, receitas, sazonalidade e compromissos futuros.
Por que liquidez é importante?
Porque a empresa pode precisar dos recursos para despesas, investimentos ou compromissos financeiros. O prazo de utilização deve ser considerado antes da escolha da aplicação.